quarta-feira, 1 de junho de 2011

70 anos de Cidadão Kane

por Tabatha Moral Antonaglia

Mês passado Cidadão Kane fez 70 anos e vários jornais e revistas publicaram algo sobre o famoso filme. Desde o Estadão até a Revista Imprensa.
É impressionante como um filme lançado há 70 anos atrás ainda é tão discutido e utilizado em diversos cursos e profissões, mas principalmente os de comunicação. E é ainda mais impressionante que esta obra parece saída dos dias atuais, pois a maioria do que se passa na história acontece ainda hoje no jornalismo. O espetáculo do jornalismo, a manipulação, a notícia como forma de entretenimento e o poder que a mídia exerce sobre as pessoas.
O filme conseguiu este valor e a fama aos poucos, conquistou cinéfilos ao redor do globo devido à sua autenticidade, por mostrar coisas que nem todos tinham parado para refletir a respeito dos jornais e das mídias e por suas críticas à sociedade, além de recursos diferentes de filmagem, imagens e etc.
 Portanto este é um filme que vale a pena ver e que, acredito eu, ainda vai gerar muitas discussões e reflexões, pois ele nos faz pensar. Cidadão Kane ainda vai influenciar outras gerações!

domingo, 29 de maio de 2011

3 polêmicas no futebol do Jardim Botânico

Por Lucas Prata

Poucos tópicos escancaram tanto a participação efetiva do interesse corporativo de um grupo de comunicação sua linha jornalística do que o futebol. Isso se exponência neste momento em que o Brasil está no olho do furacão com a responsabilidade trazida pelas escolha de sediar a Copa, que transferem o esporte para os cadernos políticos dos jornais.

Três casos recentes envolvendo a Globo apontam a prática. A primeira e mais relevante delas diz respeito a renovação dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de 2012, 2013 e 2014. Como nunca antes havia acontecido, o Clube do 13, entidade então responsável por negociar em bloco quanto os clubes da primeira div
isão recebem com direitos de transmissão, criou mecânica de concorrência com envelopes fechados que a colocava em pé de igualdade com as concorrentes. Na iminência de perder os direitos para Record após décadas transmistindo o campeonato que inclusive ajudou a organizar, resolveu minar a instituição negociadora batendo a porta de cada clube individualmente.

No fim a concorrência do Clube dos 13 vencida pela RedeTV, após desistência da televisão da Barra Funda, não teve valor, os clubes de maiores torcidas (Flamengo e Corinthians principalmente) receberam cotas financeiras maiores que rivais - o que a médio prazo poderá desequilibrar os plantéis, jogando por terra o equilíbrio típico dos torneios brasileiros - e na ponta do lápis especialistas afirmam que em bloco os clubes poderiam até receber mais do que no modelo implantado a força pela Globo.

Enquanto o embrólio rolava, os canais ESPN, famosos pela linha editorial independente, os jornais Folha de São Paulo e o Estadão, além de portais como UOL davam destaque ao tortuoso caminho que a situação desenrolou, a emissora carioca e seus veículos apenas noticiavam as pontuações favoráveis ao canal, como a carta aberta em resposta ao Clube dos 13, sem o alarde apontado pelos concorrentes.


Um mês depois do desfecho favorável para Globo na negociação pelo Brasileirão, Tiago Leifert, o atual menino de ouro do time de jornalismo esportivo do canal, que revolucionou o tradicional Globo Esporte baseando seu programa na associação com o entretenimento, envolveu o canal em nova polêmica, graças a um trecho de sua entrevista à Revista GQ. Divulgada em primeira mão pelo UOL, o apresentador pediu que o romantismo no esporte fosse esquecido já que hoje ele é produto de negócios. Nenhuma novidade até certo, certo? O problema foi como ele completou a declaração:

“É verdade. Na hora de conversar sobre direitos esportivos a gente tem que perder o romantismo. Eu sou muito cobrado: "Por que você não fala de Fórmula Indy?” Simples: porque eu não tenho o direito de falar de Fórmula Indy, meu amigo! Existe uma ideia errada de que a Globo tem que falar de tudo porque o cara quer ver tudo na Globo. Meu amigo, muda de canal pra ver a sua notícia! Não tem Fórmula Indy na Globo, não vai ter Panamericano na Globo, não vai ter Olimpíada na Globo! Essa cobrança é puro romantismo! A gente tem que perder essa mania de achar que tudo é uma força do mal. Não é isso, é negócio. Quem paga mais leva e quem leva exibe”

Ou seja, o apresentador da versão paulista do Globo Esporte, principal programa do tema na maior emissora do país, afirmou que iria "esconder" as notícias da maior competição esportiva do planeta porque os direito de transmissão estão na mão da Record.

Com a velocidade das mídias sociais, choveram críticas para o rapaz no Twitter, que utilizou a própria ferramenta onde é seguido por quase 1 milhão de usuários para se defender. Por lá afirmou que apenas havia dito que a emissora não tinha os direitos, o que não necessariamente significaria não cobrir o evento. Dias depois, coube a Octávio Florisbal, diretor de programação da Globo, tentar diminuir o (possível) mau entendido, garantido que a emissora não deixaria o evento de lado.

A resposta definitiva só teremos daqui a um ano. Minha aposta pende a crença de que não haverá como não informar, já que a força com que os conteúdos serão publicados em todos os outros veículos criará desgaste a imagem da emissora caso ela deixe as Olimpíadas de lado. Surgirá aquela sensação de "como é que todos falam menos ela?", o que não significa que o tratamento a causa será da magnitude que o evento realmente clama. Aguardemos as cenas do últimos capítulos.

Para completar a tríade das polêmicas, um documentário na última semana transmitido pela BBC de Londres apontou João Havelange e Ricardo Teixeira, respectivamente o ex-presidente da FIFA e o atual (e eterno) presidente da CBF, como figuras centrais em um escândalo de corrupção dentro da entidade maior do futebol. Enquanto a maioria dos veículos noticiavam a divulgação do escândalo, a Globo e seu canal de tv a cabo Sportv, parceiros inveterados das duas figuras não tocaram no assunto nos seus principais jornais, sendo motivo de críticas de influenciadores e de usuários das mídias sociais.

Comentarista do jornal Redação Sportv, André Rizek, sofreu na pele com a situação. Questionado no Twitter porque seu programa não apresentou nenhuma matéria sobre o assunto, respondeu: “Quando for relevante e tiver grande repercussão na mídia, o fato sempre estará no Redação. Não faço campanhas, faço jornalismo”.

Em suma, disse que um escândalo envolvendo os dois brasileiros mais influentes no mundo do futebol não era relevante o suficiente para virar pauta. Estranho não?

O ponto é que essa estranheza tende a ganhar cada vez maior relevância. Com o crescimento da Record, o alto fluxo de opiniões trocadas nas mídias sociais e com o país como sede de eventos globais do esporte, a Globo poderá até continuar suas práticas jornalistas de omissão de assuntos relevantes para a saúde dos seus negócios, mas terá inspetores atentos para jogar no ventilador as suas atitudes.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A iconofagia nos dias atuais


Segunda-feira que vem, dia 23 de maio, será a estréia de Heródoto Barbeiro na Record News.
Para dividir a bancada com ele, vem Thalita Oliveira, apresentadora da Record há dois anos.
A competência da moça é inquestionável, afinal, assumiu a bancada do Fala Brasil quando Roberta Piza, consagrada na emissora, cobria os jogos olímpicos de Vancouver.
Fato é que, se tratando de uma pessoa pública, a mídia tratou de "vasculhar" seu histórico. Nada mais justo do que conhecer a fundo aquela que terá a honra em dividir a ancoragem com nada mais, nada menos que Heródoto Barbeiro. Isso não causaria nenhum alvoroço, se ela não houvesse com o que se preocupar.
Mas de acordo com publicação do Yahoo!, de quarta, (18), a garoto é ex-candidata (e finalista!) à loira do extinto É o Tchan!
Após a notícia, Thalita teve de aguentar piadinhas entre os colegas de trabalho nos corredores da emissora.
Mas, enfim, enfatizando mais uma vez, o post não se trata de um questionamento quanto ao profissionalismo da moça, mas ao passado dela.
O que passou, passou, é como dizem. Mas isso não ocorre na mídia. Como já dizia Norval Baitello Júnior, vivemos em um mundo iconofagico em que " passamos a viver muito mais como uma imagem do que como um corpo. Viramos escravos das imagens". Assim acontece na vida real. A partir do momento que o indivíduo se sujeita a se expor diante das telinhas, há de arcar com as consequências.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Cultura da mídia e triunfo do espetáculo

Por Fani Moraes.

Estava lendo o texto "Cultura da mídia e triunfo do espetáculo" de Douglas Kellner e achei várias partes interessantes.
Uma delas me fez lembrar o casamento 'do século' de Kate Middleton e do Príncipe William. "Existem, portanto, muitos níveis e categorias de espetáculo. Os megaespetáculos são definidos quantitativa e qualitativamente, e dominam as manchetes, o jornalismo e a agitação da Internet."
No dia do casamento, 29 de abril, eu fiquei o dia inteiro na Internet e li online as pessoas o descrevendo em seus Twitters, Facebooks, Orkuts, blogs e por aí vai...
Inclusive, soube de muita gente que parou tudo o que estava fazendo para assistir ao casamento ao vivo.
Quando é possível aprofundar a notícia, o jornalista vai atrás disso: consequências do fato, desdobramentos, etc.
Quando a notícia é vazia e não há o que acrescentar, resta transformá-la em espetáculo. Que foi o caso deste casamento real.
Não tinha mais o que falar e eles fizeram um megaespetáculo sobre o assunto. Um exemplo disso foi o programa Globo Repórter, que fez um especial sobre isso. Uma hora sobre um tema que não duraria mais que cinco minutos, se houvesse bom senso.
É fazer do jornalismo um novo Seinfeld: notícia sobre o nada.

E o que isso me lembra no filme Cidadão Kane? Quando Charles Foster Kane concorreu nas eleições e não ganhou. Isso gerou um megaespetáculo na época...

Comente no post, galera!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Sorriso falso ou estratégico?

Por Juliana Aterje.

Escrever e analisar um texto com o titulo “Publicidade é um cadáver que nos sorri”, parece como uma tortura reflexiva para quem trabalha mais de 12h por dia neste mercado suado e muito mais difícil do que imaginam.
Mas antes de ler sobre um dos textos que já foi um dos mais polêmicos e que gera ainda discussões profundas sobre as conseqüências das estratégias publicitárias, vale lembrar quem é o autor e o que ele mudou na cabeça dos meus colegas e da sociedade desde sua obra fotográfica para a Benetton. E ai sim mudar a primeira impressão sobre o texto, assim como o autor muda qualquer primeira interpretação em suas obras:





Sem dúvida alguma a campanha fotografada por Olivero Toscani pontuou a mudança dos posicionamentos das grandes marcas. A persuasão agora e desde então, não é mais gerada pelo aspiracional, que funcionava da seguinte maneira: a gente mostrava um cenário bacana, pessoas bonitas e dava a entender que se você usar aquele produto vai se sentir de outro mundo e usufruir um status melhor do que a sua realidade.
Hoje em dia a persuasão das grandes marcas se dá pelo envolvimento entre o consumidor e uma idéia de personalidade que trabalha identificação, motivação e cria algo positivo ou reflexivo nas pessoas de uma forma muito mais eficaz do que um cutucão na ferida ou desejo do consumidor. Hoje“Você é um Mac”. “Você é a real beleza”,” é o melhor de você, é quem vai além.

http://www.youtube.com/watch?v=iYhCn0jf46U




Isso é a publicidade se reinventando junto com a sociedade de indivíduos que estão cada vez mais abertos a receber mensagens mais próximas de suas realidades e cada vez mais seletivos com o que vão incorporar para seu mundo particular.
Seja um cadáver perfumado ou um novo reflexo que nos sorri.

domingo, 1 de maio de 2011

Sobre marcas globais e poder corporativo

Por Juliana Aterje.

O conceito de marcas globais e poder corporativo abrange uma estratégia que vai alem da publicidade tradicional e investimentos de mídia. Mas uma estratégia que visa envolver seu público a fim de criar, não um consumidor fiel, mas um seguidor com um elo tão forte entre a marca e a sua personalidade que a relação empresa- consumidor acaba sendo paralela a necessidade consumidor -empresa.
“Os cidadãos hoje são remarcados como consumidores com poderes que nada mais são do que uma coleção dos seus hábitos de compra” cita Naomi Klein.
Neste cenário grandes corporações desenvolvem suas marcas entregando não mais produtos, mas experiência e serviços. Uma grande marca é aquela que desdobra a entrega de seu carro chefe para atividades que vão além do esperado ao se pagar um produto. Isso implica em investimentos privados que dão lugar a ambientes que deveriam ser claramente desenvolvidos pela esfera publica: cultura, meios básicos, transportes,etc.
O que me leva a questionar se o governo esta se enfraquecendo cada vez mais como governo, e por isso as grandes marcas criam atividades tão mais atrativas e acessíveis, ou se somos nós, cidadãos, que estamos cada vez mais permitindo o controle da nossa sociedade para o primeiro que satisfaça nossas necessidades ao melhor custo.
Custo, que mais uma vez, é pago por nós cidadãos.


quarta-feira, 27 de abril de 2011

Conexão desde o nascimento

Por Mayara Koike.


Se ficou surpreso com o uso da internet por crianças famosas como Sasha e Maisa saiba que pelas suas idades elas já são “veteranas” no quesito conectividade.

O mais recente uso das redes sociais foi configurado pelo jogador Kaká, do Real Madrid, ao criar um twitter para sua filha nascida no último sábado (24). A criança tinha algumas horas de vida e já possuía sua página nas redes sociais. @IsabelaCLeite.

O importante mesmo, nos dias atuais, é estar acessível. Ter mil e uma formas de ser localizado, e interagir, interagir, interagir virtualmente. E até de ser monitorado pelas frases infelizes que você escreve. Uma frase simples que poderia passar batido pode acarretar em uma demissão, como no exemplo do blog 4891 em que um jornalista perdeu seu emprego por um comentário desnecessário no twitter.

Se você não se enquadra no quesito redes sociais é considerado como “excluído” ou “exceção da exceção”. Todos querem estar conectados e construir redes sociais cada vez maiores por meio das plataformas disponíveis. Todos desejam se sentir mais próximos, ainda que isso signifique estar cada vez mais distante fisicamente.




Marcas e etiquetas



Desde a aula que tivemos sobre o império das marcas no mundo atual, não parei mais de pensar no assunto.
É fato que muitas pessoas vivem uma verdadeira fixação por marcas e chegam a gastar fortunas para manter determinado patamar, mas por que? Status somente? Qual é o poder que estas marcas exercem sobre a sociedade?


Pois eu acredito que em alguns casos seja para manter um status elevado, em outros pela ideia de que aquela marca realmente é maravilhosa devido ao seu tempo no mercado e fama, e em outros pode ser pela publicidade que chama a atenção do grande público quando é bem produzida e focada.


Estou lendo alguns livros sobre a influência da moda na sociedade (para fazer a minha monografia...rs) e muitos autores como Gabriel Tarde falam justamente que as pessoas se vestiam de forma diferente desde o século VIX, com roupas mais rebuscadas e com tecidos nobres, justamente para se diferenciar das camadas mais baixas da sociedade. Então era o desejo e a necessidade que a classe mais alta tinha de ser diferente, de se destacar. E sempre que as camadas mais baixas começavam a copiar os mais ricos, eles transformavam ainda mais suas vestimentas.


Então, observando muitas pessoas que conheço, acredito que esse fator ainda seja de muita influência hoje. Além da publicidade das grandes marcas que já são consagradas, e das novas marcas que crescem cada vez mais.
Hoje as pessoas também tem maior liberdade de escolha e maior poder aquisitivo. Por isso tendem a buscar sempre o melhor. E algumas, não todas, acabam se tornando novas "seguidoras" das marcas devido a sua grandiosidade. Acho até que ficam maravilhadas com o status que determinada marca possui e por isso começam a comprá-la com frequência (pela marca e não pelo produto em si).



Já uma grande marca como a Coca-Cola, não só é famosa, mas o produto que ela vende é bom e vicia, por isso as pessoas continuam comprando. E este é um problema sério, pois atualmente esta já é uma realidade para muitas pessoas que são vítimas de transtornos e consumismo compulsivo. 
É assim que eu penso, mas se tiverem outras questões, por favor, fiquem a vontade!
Até!!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

A Ambevização das Pautas

Por Lucas Prata

Até aonde vai a ansia pela manutenção de um pauta? Em um cenário onde as notícias possuem prazo de validade cada vez menor, soa até estranho procurar estender um assunto. A nova tendência, porém, não se encaixa no tratamento dado as tragédias. Duas semanas após o massacre de Realengo, quando a velocidade dos muitos fatos do cotidiano já tinha tirado o assunto trending topics das redes sociais, um batalhão de reporteres esperavam as centenas de alunos da Escola Tasso de Oliveira voltarem as aulas em busca de mais 15 minutos - seja de entrega a fama para os pequenos estudantes suburbanos, ou de uma nova notícia na página inicial de um portal de notícias.

O crítico do UOL, Maurício Stycer, foi convocado pra acompanhar in loco o tratamento e a postura que os jornalistas estavam dando àquela situação e sua impressão leva a tona uma situação de tensão digna de reflexão sobre os rumos da profissão. Hoje, a constante necessidade de atualização de um veículo, faz com que os remendos que antigamente constituiriam uma única matéria completa, se transformem em pequenas dosagens de uma notícia. Qualquer pequena e até irrelevante modificação no rumo de uma história vira um motivo para um F5 no seu navegador ou pra um novo e espalhafatoso bg de um canal de tv. Todavia as doses - homeopáticas - com que essa história é contada, fazem da transformação de uma pauta em várias notícias, uma meta a ser batida típica das mais agressivas empresas do mundo corporativo. Quase uma ambevização do jornalismo.



Stycer aponta o desespero e a tensão que tomou conta das centenas de jornalistas a frente da escola em busca de uma frase de impacto ou uma reação minimamente comovente de alunos e familiares da escola, seja para um destaque, um canto de página, ou um mero tapa nas costas de um chefe de redação. Dotados de todo o aparato capaz de encantar (ou assustar) um público-alvo não acostumado com aquele frenesi, eles forçavam declarações, reconstituiam cenas e até reclamavam daqueles pequenos que não "colaboravam" com o seu trabalho. Tudo isto desrespeitando o pedido da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro, Cláudia Cosin, que havia pedido que não houvesse qualquer tipo de abordagem com os estudantes.

A resposta seca e inocente de um garoto que ao ser questionado sobre o clima da volta a escola falou que "achou maneiríssimo", é o argumento definitivo para a mal engendrada cobertura ao acontecimento. Um pequeno balde de água fria na tentativa de capitalizar algo já desgastado, ou desvirtuar a máxima proferida pelos bandolins de Arlindo Cruz, de que "o show tem que continuar".

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Contracultura McWorld

Por Fani Moraes.

De acordo com o texto Cultura McWorld de Benjamin R. Barber, a Cultura McWorld é uma América que se projeta em um futuro moldado por forças econômicas, tecnológicas e ecológicas que exigem integração e uniformização.
Quem não segue essa "cultura", é considerada uma pessoa estranha.
A música Bauru x Bigmac, da banda Tubaína, fala exatamente da diferença de quem segue a cultura McWorld e quem se recusa a fazer isso.


Bauru X BigMac

Não agüento mais americano paieiro
Contando mentira pro mundo inteiro
Povinho metido e muito picareta
Acham que são os donos do planeta!
Eles ignoram o Pai da Aviação
Dizem que os tais Wright
inventaram o avião
Mas não contam a verdade do fiasco
Não voou; jogaram de um penhasco!
A geografia deles é meio diferente
Chamam-se de América e esquecem a gente
Não sabem que existe terra
ao sul do Equador
Pensam que aqui só vive índio e caçador!
O México prá eles tá na América Central
Bolívia, Colômbia e Brasil é tudo igual
Acham que aqui só tem banana e carnaval
E que Buenos Aires é a nossa capital!
Não vêem um palmo
à frente dos narizes
E um BigMac já os faz felizes
Porque não conhecem... Bauru!
Jaú, Itu, Embu!
Jarinu, Arandu, Baguaçu, Cajuru,
Piraju, Taiaçu, Trabiju, Tambaú, Igaraçu,
Pacaembu, Embu-guaçu, Miracatu, Paraguaçu,
Piacatu, Itaguaçu, Botucatu!
Mudaram o nome do esporte bretão
O futebol pra eles é brincadeira de mão
Um monte de marmanjos se dando porrada
Correndo atrás de uma bola amassada
E quando nos filmes marcianos aparecem
É na Califórnia que as naves sempre descem
Mas a verdade é que se alguém nos invadir
Vai com certeza começar por Birigüi!
Megalomaníacos por natureza
Acham que já viram tudo que é grandeza
Porque não conhecem... Itu!
Jaú, Bauru, Embu
Jarinu, Arandu, Baguaçu, Cajuru,
Piraju, Taiaçu, Trabiju, Tambaú,
Igaraçu, Pacaembu, Embu-guaçu, Miracatu, Paraguaçu, Piacatu,
Itaguaçu, Botucatu
...e Birigüi!

Resolvi falar sobre essa banda, pois eles vão tocar na Virada Cultural de São Paulo nesse próximo fim de semana à 1h no palco dimensional do Anhangabaú.

Se você gostou desse post, da música ou se discorda de alguma coisa, comente, ok?

terça-feira, 5 de abril de 2011

Muito além do Cidadão Kane e O Príncipe Eletrônico...


Por Fani Moraes.

Na última aula, nossa classe conversou sobre o texto "O Príncipe Eletrônico" de Octávio Ianni. Aí fiquei pensando sobre o que poderia relacionar para fazer um post no blog.
No meio da aula surgiu a solução em minha cabeça, tentar associar o filme "Cidadão Kane", com "Muito Além do Cidadão Kane" e com o texto.

O que esses dois filmes e o texto tem em comum? A manipulação...

Em Cidadão Kane - Charles Foster Kane retrata a manipulação das notícias para vender seu jornal.
Muito Além do Cidadão Kane mostra a manipulação da Rede Globo em algumas notícias que são veiculadas pela emissora.
Na página 149 do texto diz que: "A indústria da manipulação das consciências é uma criação dos últimos cem anos. Seu desenvolvimento tem sido tão rápido e tão diversificado que sua existência permanece ainda hoje incompreendida e quase incompreensível... "

Particularmente, não tenho nada contra a Rede Globo, nem contra o Cidadão Kane e muito menos com o texto O Príncipe Eletrônico. Só creio que às vezes a população não consegue diferenciar o que é manipulação na mídia e o que não é.
Tenho fé que um dia ainda vão conseguir saber discernir isso...

quarta-feira, 30 de março de 2011

Mundo Líquido

Por Tabatha Antonaglia


Olá pessoal! Eis a minha primeira postagem do Blog Rosebud.
Na aula passada falamos sobre o estado líquido das coisas.
Você compra um computador e no mês seguinte já existe uma versão mais nova, um celular e na semana seguinte já surge uma versão atualizada e isso está acontecendo com muitas outras coisas. Parece que nada é feito para durar, tudo é descartável.
E eu acredito que isso também esteja acontecendo com os meios de comunicação, sejam os impressos, as emissoras, as rádios e a internet. Pois são tantas as novidades e as evoluções da tecnologia que as mídias são forçadas a se adaptar, inclusive diante da concorrência, e acabam perdendo sua essência, suas características básicas.
É claro que as renovações são boas, mas não acredito que as mudanças por completo sejam sempre positivas, às vezes elas são drásticas demais e tudo o que já foi construído pode ser perdido.
Imaginem as relações humanas. Até elas se tornaram líquidas, e muitos princípios, ideais, foram perdidos. Hoje o número de casamentos é menor, as pessoas só "ficam", e quando namoram é por períodos curtos, é como se o amor não existisse mais, raras exceções.
Então, para ser sincera, tenho medo que no futuro muitas das coisas que existem hoje não existam mais. Para começar, os livros, adoro livros IMPRESSOS e não quero ser forçada a ler obras por uma tela semelhante à do computador (iPad).
Agora, acredito que nos resta lutar pelos nossos ideais e para mudar tudo aquilo o que não gostarmos, se não, em breve seremos transformados em robôs, que assimilam e aceitam tudo que lhes é imposto.


quarta-feira, 23 de março de 2011

Sobre o filme Cidadão Kane


Por Mayara Koike

Ao realizar uma leitura sobre o filme "Cidadão Kane", é possível verificar algumas características interessantes sobre o jornalismo apresentado.
Charles Foster Kane, inicia sua carreira profissional por diversão. Sua estratégia para atrair leitores era a de apresentar denúncias fortes sobre a sociedade, de forma simples e divertida. Além de se mostrar sempre ao lado do cidadão comum, por isso o nome do filme.
Interessante observar a maneira como Kane conduz o jornal. Sempre de forma autoritária e com manipulações até mesmo em sua vida pessoal. Foi com esse excesso de controle que tratava também as duas mulheres com quem fora casado.
Acreditava absolutamente que a imprensa era ele.
Além da história da vida do protagonista, há ainda um mistério durante todo o filme. O que significaria a palavra pronunciada por Kane antes de morrer: "Rosebud"? Nada mais é do que seu primeiro trenó.
Talvez haja inúmeras interpretações sobre o significado para ele. Uma delas seria a vontade de, no seu interior, ter tido uma vida simples, ao lado da mãe e de seu pai que eram pessoas simples e não do banqueiro rico, que o transformara em um dominador de sua própria vida.