quarta-feira, 30 de março de 2011

Mundo Líquido

Por Tabatha Antonaglia


Olá pessoal! Eis a minha primeira postagem do Blog Rosebud.
Na aula passada falamos sobre o estado líquido das coisas.
Você compra um computador e no mês seguinte já existe uma versão mais nova, um celular e na semana seguinte já surge uma versão atualizada e isso está acontecendo com muitas outras coisas. Parece que nada é feito para durar, tudo é descartável.
E eu acredito que isso também esteja acontecendo com os meios de comunicação, sejam os impressos, as emissoras, as rádios e a internet. Pois são tantas as novidades e as evoluções da tecnologia que as mídias são forçadas a se adaptar, inclusive diante da concorrência, e acabam perdendo sua essência, suas características básicas.
É claro que as renovações são boas, mas não acredito que as mudanças por completo sejam sempre positivas, às vezes elas são drásticas demais e tudo o que já foi construído pode ser perdido.
Imaginem as relações humanas. Até elas se tornaram líquidas, e muitos princípios, ideais, foram perdidos. Hoje o número de casamentos é menor, as pessoas só "ficam", e quando namoram é por períodos curtos, é como se o amor não existisse mais, raras exceções.
Então, para ser sincera, tenho medo que no futuro muitas das coisas que existem hoje não existam mais. Para começar, os livros, adoro livros IMPRESSOS e não quero ser forçada a ler obras por uma tela semelhante à do computador (iPad).
Agora, acredito que nos resta lutar pelos nossos ideais e para mudar tudo aquilo o que não gostarmos, se não, em breve seremos transformados em robôs, que assimilam e aceitam tudo que lhes é imposto.


quarta-feira, 23 de março de 2011

Sobre o filme Cidadão Kane


Por Mayara Koike

Ao realizar uma leitura sobre o filme "Cidadão Kane", é possível verificar algumas características interessantes sobre o jornalismo apresentado.
Charles Foster Kane, inicia sua carreira profissional por diversão. Sua estratégia para atrair leitores era a de apresentar denúncias fortes sobre a sociedade, de forma simples e divertida. Além de se mostrar sempre ao lado do cidadão comum, por isso o nome do filme.
Interessante observar a maneira como Kane conduz o jornal. Sempre de forma autoritária e com manipulações até mesmo em sua vida pessoal. Foi com esse excesso de controle que tratava também as duas mulheres com quem fora casado.
Acreditava absolutamente que a imprensa era ele.
Além da história da vida do protagonista, há ainda um mistério durante todo o filme. O que significaria a palavra pronunciada por Kane antes de morrer: "Rosebud"? Nada mais é do que seu primeiro trenó.
Talvez haja inúmeras interpretações sobre o significado para ele. Uma delas seria a vontade de, no seu interior, ter tido uma vida simples, ao lado da mãe e de seu pai que eram pessoas simples e não do banqueiro rico, que o transformara em um dominador de sua própria vida.