quarta-feira, 27 de abril de 2011

Conexão desde o nascimento

Por Mayara Koike.


Se ficou surpreso com o uso da internet por crianças famosas como Sasha e Maisa saiba que pelas suas idades elas já são “veteranas” no quesito conectividade.

O mais recente uso das redes sociais foi configurado pelo jogador Kaká, do Real Madrid, ao criar um twitter para sua filha nascida no último sábado (24). A criança tinha algumas horas de vida e já possuía sua página nas redes sociais. @IsabelaCLeite.

O importante mesmo, nos dias atuais, é estar acessível. Ter mil e uma formas de ser localizado, e interagir, interagir, interagir virtualmente. E até de ser monitorado pelas frases infelizes que você escreve. Uma frase simples que poderia passar batido pode acarretar em uma demissão, como no exemplo do blog 4891 em que um jornalista perdeu seu emprego por um comentário desnecessário no twitter.

Se você não se enquadra no quesito redes sociais é considerado como “excluído” ou “exceção da exceção”. Todos querem estar conectados e construir redes sociais cada vez maiores por meio das plataformas disponíveis. Todos desejam se sentir mais próximos, ainda que isso signifique estar cada vez mais distante fisicamente.




Marcas e etiquetas



Desde a aula que tivemos sobre o império das marcas no mundo atual, não parei mais de pensar no assunto.
É fato que muitas pessoas vivem uma verdadeira fixação por marcas e chegam a gastar fortunas para manter determinado patamar, mas por que? Status somente? Qual é o poder que estas marcas exercem sobre a sociedade?


Pois eu acredito que em alguns casos seja para manter um status elevado, em outros pela ideia de que aquela marca realmente é maravilhosa devido ao seu tempo no mercado e fama, e em outros pode ser pela publicidade que chama a atenção do grande público quando é bem produzida e focada.


Estou lendo alguns livros sobre a influência da moda na sociedade (para fazer a minha monografia...rs) e muitos autores como Gabriel Tarde falam justamente que as pessoas se vestiam de forma diferente desde o século VIX, com roupas mais rebuscadas e com tecidos nobres, justamente para se diferenciar das camadas mais baixas da sociedade. Então era o desejo e a necessidade que a classe mais alta tinha de ser diferente, de se destacar. E sempre que as camadas mais baixas começavam a copiar os mais ricos, eles transformavam ainda mais suas vestimentas.


Então, observando muitas pessoas que conheço, acredito que esse fator ainda seja de muita influência hoje. Além da publicidade das grandes marcas que já são consagradas, e das novas marcas que crescem cada vez mais.
Hoje as pessoas também tem maior liberdade de escolha e maior poder aquisitivo. Por isso tendem a buscar sempre o melhor. E algumas, não todas, acabam se tornando novas "seguidoras" das marcas devido a sua grandiosidade. Acho até que ficam maravilhadas com o status que determinada marca possui e por isso começam a comprá-la com frequência (pela marca e não pelo produto em si).



Já uma grande marca como a Coca-Cola, não só é famosa, mas o produto que ela vende é bom e vicia, por isso as pessoas continuam comprando. E este é um problema sério, pois atualmente esta já é uma realidade para muitas pessoas que são vítimas de transtornos e consumismo compulsivo. 
É assim que eu penso, mas se tiverem outras questões, por favor, fiquem a vontade!
Até!!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

A Ambevização das Pautas

Por Lucas Prata

Até aonde vai a ansia pela manutenção de um pauta? Em um cenário onde as notícias possuem prazo de validade cada vez menor, soa até estranho procurar estender um assunto. A nova tendência, porém, não se encaixa no tratamento dado as tragédias. Duas semanas após o massacre de Realengo, quando a velocidade dos muitos fatos do cotidiano já tinha tirado o assunto trending topics das redes sociais, um batalhão de reporteres esperavam as centenas de alunos da Escola Tasso de Oliveira voltarem as aulas em busca de mais 15 minutos - seja de entrega a fama para os pequenos estudantes suburbanos, ou de uma nova notícia na página inicial de um portal de notícias.

O crítico do UOL, Maurício Stycer, foi convocado pra acompanhar in loco o tratamento e a postura que os jornalistas estavam dando àquela situação e sua impressão leva a tona uma situação de tensão digna de reflexão sobre os rumos da profissão. Hoje, a constante necessidade de atualização de um veículo, faz com que os remendos que antigamente constituiriam uma única matéria completa, se transformem em pequenas dosagens de uma notícia. Qualquer pequena e até irrelevante modificação no rumo de uma história vira um motivo para um F5 no seu navegador ou pra um novo e espalhafatoso bg de um canal de tv. Todavia as doses - homeopáticas - com que essa história é contada, fazem da transformação de uma pauta em várias notícias, uma meta a ser batida típica das mais agressivas empresas do mundo corporativo. Quase uma ambevização do jornalismo.



Stycer aponta o desespero e a tensão que tomou conta das centenas de jornalistas a frente da escola em busca de uma frase de impacto ou uma reação minimamente comovente de alunos e familiares da escola, seja para um destaque, um canto de página, ou um mero tapa nas costas de um chefe de redação. Dotados de todo o aparato capaz de encantar (ou assustar) um público-alvo não acostumado com aquele frenesi, eles forçavam declarações, reconstituiam cenas e até reclamavam daqueles pequenos que não "colaboravam" com o seu trabalho. Tudo isto desrespeitando o pedido da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro, Cláudia Cosin, que havia pedido que não houvesse qualquer tipo de abordagem com os estudantes.

A resposta seca e inocente de um garoto que ao ser questionado sobre o clima da volta a escola falou que "achou maneiríssimo", é o argumento definitivo para a mal engendrada cobertura ao acontecimento. Um pequeno balde de água fria na tentativa de capitalizar algo já desgastado, ou desvirtuar a máxima proferida pelos bandolins de Arlindo Cruz, de que "o show tem que continuar".

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Contracultura McWorld

Por Fani Moraes.

De acordo com o texto Cultura McWorld de Benjamin R. Barber, a Cultura McWorld é uma América que se projeta em um futuro moldado por forças econômicas, tecnológicas e ecológicas que exigem integração e uniformização.
Quem não segue essa "cultura", é considerada uma pessoa estranha.
A música Bauru x Bigmac, da banda Tubaína, fala exatamente da diferença de quem segue a cultura McWorld e quem se recusa a fazer isso.


Bauru X BigMac

Não agüento mais americano paieiro
Contando mentira pro mundo inteiro
Povinho metido e muito picareta
Acham que são os donos do planeta!
Eles ignoram o Pai da Aviação
Dizem que os tais Wright
inventaram o avião
Mas não contam a verdade do fiasco
Não voou; jogaram de um penhasco!
A geografia deles é meio diferente
Chamam-se de América e esquecem a gente
Não sabem que existe terra
ao sul do Equador
Pensam que aqui só vive índio e caçador!
O México prá eles tá na América Central
Bolívia, Colômbia e Brasil é tudo igual
Acham que aqui só tem banana e carnaval
E que Buenos Aires é a nossa capital!
Não vêem um palmo
à frente dos narizes
E um BigMac já os faz felizes
Porque não conhecem... Bauru!
Jaú, Itu, Embu!
Jarinu, Arandu, Baguaçu, Cajuru,
Piraju, Taiaçu, Trabiju, Tambaú, Igaraçu,
Pacaembu, Embu-guaçu, Miracatu, Paraguaçu,
Piacatu, Itaguaçu, Botucatu!
Mudaram o nome do esporte bretão
O futebol pra eles é brincadeira de mão
Um monte de marmanjos se dando porrada
Correndo atrás de uma bola amassada
E quando nos filmes marcianos aparecem
É na Califórnia que as naves sempre descem
Mas a verdade é que se alguém nos invadir
Vai com certeza começar por Birigüi!
Megalomaníacos por natureza
Acham que já viram tudo que é grandeza
Porque não conhecem... Itu!
Jaú, Bauru, Embu
Jarinu, Arandu, Baguaçu, Cajuru,
Piraju, Taiaçu, Trabiju, Tambaú,
Igaraçu, Pacaembu, Embu-guaçu, Miracatu, Paraguaçu, Piacatu,
Itaguaçu, Botucatu
...e Birigüi!

Resolvi falar sobre essa banda, pois eles vão tocar na Virada Cultural de São Paulo nesse próximo fim de semana à 1h no palco dimensional do Anhangabaú.

Se você gostou desse post, da música ou se discorda de alguma coisa, comente, ok?

terça-feira, 5 de abril de 2011

Muito além do Cidadão Kane e O Príncipe Eletrônico...


Por Fani Moraes.

Na última aula, nossa classe conversou sobre o texto "O Príncipe Eletrônico" de Octávio Ianni. Aí fiquei pensando sobre o que poderia relacionar para fazer um post no blog.
No meio da aula surgiu a solução em minha cabeça, tentar associar o filme "Cidadão Kane", com "Muito Além do Cidadão Kane" e com o texto.

O que esses dois filmes e o texto tem em comum? A manipulação...

Em Cidadão Kane - Charles Foster Kane retrata a manipulação das notícias para vender seu jornal.
Muito Além do Cidadão Kane mostra a manipulação da Rede Globo em algumas notícias que são veiculadas pela emissora.
Na página 149 do texto diz que: "A indústria da manipulação das consciências é uma criação dos últimos cem anos. Seu desenvolvimento tem sido tão rápido e tão diversificado que sua existência permanece ainda hoje incompreendida e quase incompreensível... "

Particularmente, não tenho nada contra a Rede Globo, nem contra o Cidadão Kane e muito menos com o texto O Príncipe Eletrônico. Só creio que às vezes a população não consegue diferenciar o que é manipulação na mídia e o que não é.
Tenho fé que um dia ainda vão conseguir saber discernir isso...