Por Juliana Aterje.
Escrever e analisar um texto com o titulo “Publicidade é um cadáver que nos sorri”, parece como uma tortura reflexiva para quem trabalha mais de 12h por dia neste mercado suado e muito mais difícil do que imaginam.
Mas antes de ler sobre um dos textos que já foi um dos mais polêmicos e que gera ainda discussões profundas sobre as conseqüências das estratégias publicitárias, vale lembrar quem é o autor e o que ele mudou na cabeça dos meus colegas e da sociedade desde sua obra fotográfica para a Benetton. E ai sim mudar a primeira impressão sobre o texto, assim como o autor muda qualquer primeira interpretação em suas obras:


Sem dúvida alguma a campanha fotografada por Olivero Toscani pontuou a mudança dos posicionamentos das grandes marcas. A persuasão agora e desde então, não é mais gerada pelo aspiracional, que funcionava da seguinte maneira: a gente mostrava um cenário bacana, pessoas bonitas e dava a entender que se você usar aquele produto vai se sentir de outro mundo e usufruir um status melhor do que a sua realidade.
Hoje em dia a persuasão das grandes marcas se dá pelo envolvimento entre o consumidor e uma idéia de personalidade que trabalha identificação, motivação e cria algo positivo ou reflexivo nas pessoas de uma forma muito mais eficaz do que um cutucão na ferida ou desejo do consumidor. Hoje“Você é um Mac”. “Você é a real beleza”,” é o melhor de você, é quem vai além.
Isso é a publicidade se reinventando junto com a sociedade de indivíduos que estão cada vez mais abertos a receber mensagens mais próximas de suas realidades e cada vez mais seletivos com o que vão incorporar para seu mundo particular.
Seja um cadáver perfumado ou um novo reflexo que nos sorri.
Nenhum comentário:
Postar um comentário