domingo, 1 de maio de 2011

Sobre marcas globais e poder corporativo

Por Juliana Aterje.

O conceito de marcas globais e poder corporativo abrange uma estratégia que vai alem da publicidade tradicional e investimentos de mídia. Mas uma estratégia que visa envolver seu público a fim de criar, não um consumidor fiel, mas um seguidor com um elo tão forte entre a marca e a sua personalidade que a relação empresa- consumidor acaba sendo paralela a necessidade consumidor -empresa.
“Os cidadãos hoje são remarcados como consumidores com poderes que nada mais são do que uma coleção dos seus hábitos de compra” cita Naomi Klein.
Neste cenário grandes corporações desenvolvem suas marcas entregando não mais produtos, mas experiência e serviços. Uma grande marca é aquela que desdobra a entrega de seu carro chefe para atividades que vão além do esperado ao se pagar um produto. Isso implica em investimentos privados que dão lugar a ambientes que deveriam ser claramente desenvolvidos pela esfera publica: cultura, meios básicos, transportes,etc.
O que me leva a questionar se o governo esta se enfraquecendo cada vez mais como governo, e por isso as grandes marcas criam atividades tão mais atrativas e acessíveis, ou se somos nós, cidadãos, que estamos cada vez mais permitindo o controle da nossa sociedade para o primeiro que satisfaça nossas necessidades ao melhor custo.
Custo, que mais uma vez, é pago por nós cidadãos.


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